sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Programação para os 78 Anos da 21ª Subseção


Foi definida a programação de Aniversário da 21ª Subseção, com palestras a serem realizadas na Casa do Advogado e Festa Comemorativa com Música ao vivo na Sede Recreativa da OAB/Alfenas.

As inscrições para as palestras deverão ser feitas na Casa do Advogado e nas Salas dos Advogados no Fórum e Vara do Trabalho. Os convites para Festa de Comemoração deverão ser retirados também nesses locais até o dia 15/09.

PARTICIPEM!!

HOMENAGEM DOS FUNCIONÁRIOS E ESTAGIÁRIOS AO PRESIDENTE EM SEU ANIVERSÁRIO (02/09)


"Parabéns pelo seu dom de unir capacidade de liderança na chefia com educação, serenidade e alegria constante, o que faz com que todas as tarefas se tornem mais produtivas no decorrer do trabalho. Parabéns pelas aulas de liderança que você nos proporciona a cada dia. Desejamos hoje e sempre muitas felicidades e muitos anos de vida".

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

OAB lembra os 30 anos de atentado com explosão de carta-bomba no Rio

Ophir relembra os 30 anos da explosão ao visitar o Museu da OAB, onde está a mesa de Lyda Monteiro.(Foto: Eugenio Novaes)


Rio de Janeiro, 25/08/2010 - Advogados de todo o Brasil vão se reunir na sexta-feira, no Rio de Janeiro, para lembrar os 30 anos do atentado ocorrido na sede da entidade durante o regime militar. Às 13h40 do dia 27 de agosto de 1980, a secretária da Ordem, Lyda Monteiro, morreu ao abrir uma carta-bomba endereçada a Eduardo Seabra Fagundes, então presidente da OAB nacional, cuja sede era no Rio de Janeiro na época. Apesar do resultado trágico, o atentado enfraqueceu a ditadura e fortaleceu a atuação da OAB, que era uma das principais entidades da sociedade civil de oposição ao regime militar. Advogados consideram o episódio um marco na história da Ordem.

Até hoje o atentado não está completamente esclarecido e os responsáveis por ele não foram punidos. Os conselheiros da OAB atribuem o envio da carta bomba a grupos extremistas de dentro do próprio governo militar, insatisfeitos com o início da abertura do regime à democracia que começava a ocorrer, ainda que de forma lenta. Naquela época, a seccional de São Paulo e o presidente da OAB insistiam na identificação de agentes e ex-agentes dos serviços de segurança suspeitos das agressões sofridas pelo jurista Dalmo Dallari, sequestrado em junho daquele ano em São Paulo.

Naquele 27 de agosto, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Sepúlveda Pertence, estava no exercício da presidência da OAB porque Eduardo Seabra Fagundes estava viajando. Pertence lembra que estava voltando de um almoço no centro da cidade quando viu a movimentação no prédio da entidade.

"É quase impossível reviver a emoção e a dor daquele momento. Houve uma série de pequenos atentados que vinham se multiplicando. Nós protestávamos, pedíamos ao governo uma apuração séria e éramos sempre respondidos que, a princípio, se tratavam de meros episódios policiais da competência das justiças dos estados", recorda-se o ministro.

O atentado que matou a secretária da OAB foi um dos três que ocorreram naquele dia no Rio. A segunda bomba explodiu na Câmara Municipal, ferindo gravemente José Ribamar de Freitas, assessor do vereador Antonio Carlos de Carvalho, e mais quatro pessoas. A terceira bomba, de madrugada, foi detonada no jornal Tribuna da Luta Operária. Pertence acredita que os atentados mostraram para a sociedade que o regime militar havia perdido todo e qualquer controle sobre seus porões. "A sociedade civil pôde se mobilizar mais e ver que os atentados não estavam somente direcionados aos que tinham optado pela resistência armada. Na mesma data, houve um atentado frustrado à ABI (Associação Brasileira de Imprensa). Ninguém mais efetivamente tinha segurança", conta.

A funcionária Lyda Monteiro da Silva tinha 59 anos, 44 deles dedicados à OAB. Seis mil pessoas acompanharam o cortejo durante mais de três horas em oito quilômetros de caminhada entre a sede da OAB, no Centro, e o cemitério, em Botafogo. O caixão estava coberto com a bandeira do Brasil e transformou-se em símbolo de luta contra a ditadura.

Em Brasília, o presidente João Baptista Figueiredo decretou luto nacional. Para a OAB, o ato terrorista fortaleceu a posição da entidade e mobilizou diversos setores da sociedade em defesa de eleições diretas e de uma Constituinte livre e soberana, ao contrário do que pretendiam os autores do atentado.

Para o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, dona Lyda transformou-se em mártir e a morte dela é um símbolo da resistência ao regime militar. Ele classifica o episódio como um dos momentos mais importantes da história da Ordem e do Brasil. "Queremos perpetuar a memória de uma das vítimas do regime ditatorial e também queremos que as gerações de hoje e futuras se lembrem desse momento para não reincidir no erro, pois não adianta apenas lamentar o passado", afirma. Ele avalia que o episódio tornou a luta da OAB ainda mais conhecida e efetiva.
Durante a manifestação de sexta-feira, os advogados vão inaugurar uma placa em homenagem à funcionária da OAB. A seccional do Rio de Janeiro também vai promover uma sessão solene para homenagear a secretária no horário exato em que a bomba explodiu. Tanto o ato público quanto a sessão solene acontecem no prédio da Marechal Câmara 210, onde funcionava na época a sede da entidade. Além das homenagens, a OAB-RJ vai apresentar à Câmara Municipal um projeto para a mudança do nome da Avenida Marechal Câmara para Avenida Lyda Monteiro.
O presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, acompanhou o enterro de dona Lyda - na época, ele era estudante de Direito e presidente do Diretório Central de Estudantes (DCE) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). O advogado visitou o Arquivo do Estado este ano e solicitou cópias de diversos relatórios oficiais e sigilosos relativos à Ordem produzidos pelas autoridades de repressão política na ditadura militar. Os documentos mostravam que os agentes acompanhavam e vigiavam os passos da instituição, mas, do assassinato de Lyda, o arquivo só guardava recortes de jornais, mesmo com a suspeita de envolvimento de grupos militares insatisfeitos.

"Até hoje o crime está impune e a OAB cobra o esclarecimento desse fato. Vamos homenagear dona Lyda e todas as pessoas que deram a vida pela democracia, mas também queremos lembrar que ainda existe impunidade em relação a esse fato", ressalta Wadih Damous.

Segundo ele, os autores desse ato não foram anistiados pela Lei de Anistia, já que o atentado ocorreu em 1980, depois da promulgação da lei. (A reportagem é de Gizella Rodrigues e foi publicada hoje no Jornal do Commercio-RJ)

OAB: mudança na composição do CNJ acentua corporativismo da magistratura

Brasília, 01/09/2010 - Ao ser indagado hoje (01) sobre a proposta apresentada ao governo pelo presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, Cezar Peluso, de alterar a composição do CNJ com uma cadeira para o Superior Tribunal Militar e outra para o Tribunal Superior Eleitoral, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, afirmou que a medida acentua o corporativismo da magistratura. "Representa a clara tentativa de ampliar a representação da magistratura no CNJ, que passaria a contar com onze representantes contra seis da sociedade civil, aí incluídos a OAB, o Senado Federal, a Câmara dos Deputados e Ministério Público".
Ophir lamentou que a proposta sequer tenha sido apresentada ou discutida entre as entidades que integram o CNJ, mais uma prova de que a proposta reflete exclusivamente o desejo da magistratura. "Essa postura é contrária ao desejo do constituinte derivado que, na Emenda Constitucional 45 criou o órgão de controle externo para representar os interesses da sociedade e não os da magistratura". Na avaliação do presidente da OAB, tanto o TSE quanto o STM já estão representados no Conselho pela magistratura federal (STF, STJ e TST e juízes federais de primeiro grau).
O CNJ foi criado há cinco anos na reforma do Judiciário e concebido para ser um órgão de controle administrativo e financeiro da Justiça. Hoje, é composto por 15 integrantes. Nove deles vem da magistratura: o presidente do STF, um ministro do Superior Tribunal de Justiça, um ministro do Tribunal Superior do Trabalho, um desembargador de Tribunal de Justiça,um juiz estadual, um juiz de Tribunal Regional Federal, um juiz federal, um juiz do Tribunal Regional do Trabalho e um juiz do trabalho. Os outros seis integrantes do CNJ vêm de fora da carreira, indicados pela Câmara e o Senado, dois advogados escolhidos pela OAB, e membros designados pelo Ministério Público da União e Estadual.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Semana Comemorativa aos 78 anos da 21ª Subseção

Em setembro a 21ª Subseção da OAB/MG completa 78 anos de existência. Na ocasião, será realizado, em comemoração, um ciclo de atividades onde também serão homenageados os ex-presidentes da Subseção, conforme crononograma abaixo:

Dia 15/09/2010 - 19h
Palestra com o Dr. Dimas Messias de Carvalho - Promotor de Justiça e Professor Universitário
O divórcio e os reflexos da EC nº. 66/2010

Homenagem aos ex-presidentes da Subseção

Dia 17/09/2010 - 20h
Festa de Confraternização na Sede Recreativa, com música ao vivo - Paulinho Veronesi e Banda

Dia 20/09/2010 - 19h
Palestra com a Dra. Deoclecia Amorelli Dias - Desembargadora do TRT 3ª Região
Assédio moral e pessoal nos contratos de trabalho

Dia 29/09/2010 (a confirmar)
Palestra com Dr. Antônio Marcos Nohmi

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Seção Memória



Construção da Casa do Advogado da 21ª Subseção

OAB Alfenas e Defensoria são Homenageados


A 21ª Subseção da OAB/MG e a Defensoria Pública de Alfenas foam homenageados com o "Troféu Cidadania", oferecido pelo MGA. Na ocasião da premiação, no dia 06 de agosto de 2010, estiveram presentes os defensores Dr. Geraldo Lopes Pereira e Dr. Ranto Faloni de Andrade e o Presidente da 21ª Subseção da OAB/MG, Dr. Daniel Murad Ramos. Na ocasião, advogado e defensores ressaltaram a importância das instituições representantes da defesa da justiça, da Contituição e da cidadania.